Banco do Brasil convoca retorno ao trabalho presencial
Os funcionários do Banco do Brasil que estão em home office,
inclusive aqueles que fazem parte de grupos de risco da covid-19, receberam
comunicado os convocando para o retorno ao trabalho
presencial. A decisão foi tomada após o Governo
Federal ter decretado o fim do Estado de Emergência de Saúde Pública
de Importância Nacional (Espin).
Com o fim da Espin, também se encerra o Acordo
Emergencial de Covid-19, que autorizou o trabalho em home office. “O
Acordo Emergencial da covid-19 foi celebrado com base na decretação do Estado
de Emergência, agora encerrado pelo governo. Com isso, nosso acordo emergencial
perde a validade. O tema não comporta, a princípio, discussão jurídica. A via negocial
e ações sindicais são um possível caminho de enfrentamento”, explicou a
advogada Renata Cabral, da Crivelli Advogados Associados, que assessora as
negociações da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro
(Contraf-CUT) e do Comando Nacional dos Bancários com o Banco do Brasil.
Via
negocial
Em reunião com o banco realizada na tarde desta terça-feira
(17), o coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil
(CEBB), João Fukunaga, já deixou claro que vai querer negociar com o banco a
forma de retorno ao presencial, bem como a compensação do banco de horas
negativas e evitar que haja descomissionamentos em massa.
“Tínhamos acordado com o banco que não seriam realizados descomissionamentos
até que se encerrasse o Estado de Emergência. Agora, queremos evitar que
colegas de trabalho sejam penalizados com o descomissionamento neste período em
que a covid-19 ainda não se encerrou e a economia do país está extremamente
abalada, com um desemprego altíssimo e uma inflação que corrói os salários das
pessoas”, explicou Fukunaga. “Perder a comissão neste momento vai fragilizar
ainda mais o poder de aquisitivo dos trabalhadores”, completou.
Banco
de horas
A secretária da Mulher e representante da Contraf-CUT nas
negociações com o Banco do Brasil, Fernanda Lopes, lembrou do enorme banco de
horas negativas criado devido à necessidade de afastamento devido a questão de
saúde pública. “O banco de horas de alguns, que não conseguiram trabalhar
remotamente, é bastante alto e temos a preocupação de como será feita a
compensação”.
Além do mais, mesmo com a pandemia, o Banco do Brasil teve um lucro altíssimo graças,
também ao trabalho desempenhado por seus funcionários. O banco não pode
sufocá-los agora com este banco de horas e muito menos tirar suas comissões”,
completou a dirigente da Contraf-CUT.
Fonte: ContrafCut

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