Com inflação sem controle, juros básicos saltam para 12,75%
Banco Central determinou alta de mais 1% da taxa Selic, medida que torna empréstimos pessoais mais caros e trava atividade econômica no país.
O Banco Central elevou a taxa básica de juros de 11,75% para 12,75% ao ano. Com a medida, a Selic alcança o maior patamar desde janeiro de 2017, quando estava em 12,25%.
O índice torna mais caros muitos compromissos assumidos por brasileiros, como empréstimos pós fixados. Uma consequência direta é a redução da atividade econômica, pois os encargos das empresas que buscam financiamentos para sua produção também são afetados, o que deve provocar novas demissões de trabalhadores.
Essa é a décima alta seguida desde março de 2021, quando a taxa estava em 2%, o mais baixo índice da história. A justificativa do Banco Central é o controle da inflação, que segue sem freios: nos últimos 12 meses, a alta dos preços bateu os 12,03%, a maior nos últimos 20 anos.
Para Walcir Previtale, secretário de Assuntos Socioeconômicos da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), “a atual política econômica está quebrando a economia, as famílias não conseguem mais pagar suas contas, nem as empresas dão conta de continuar sua produção”. Para ele, “se o rumo não mudar, a situação, que já está péssima, vai se tornar insustentável, com mais desemprego, fome e miséria no país”.
